21.7.10

A ARQUITETURA DE LELÉ

“A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção”

Maquetes, fotografias, desenhos, filmes e animações em vídeo revelam a obra deste arquiteto comprometido com uma visão integral da arquitetura, diretamente ligada ao canteiro de obras e resultante da atuação interdisciplinar entre as equipes técnicas envolvidas nas etapas de construção.
Em mais de 50 anos de carreira, iniciada ao lado de Oscar Niemeyer e Darcy Ribeiro nos canteiros de obras de Brasília, João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé, foi um dos que mais longe levou as propostas do Movimento Moderno. Ele promoveu a melhoria das condições de vida em nossas cidades através de uma arquitetura produzida em série e eticamente comprometida com a construção de uma espacialidade adequada ao homem e ao ambiente em que está inserida.
A curadoria é de Max Risselada, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Tecnologia de Delft, da Holanda, que dá apoio à mostra. Curador de exposições em que se destacam grandes painéis cronológicos comparativos (historic wall), foi responsável pelas premiadas mostras da representação holandesa na 4° Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em 2000 - “Além do Modernismo, três momentos da arquitetura holandesa do pós-guerra (1945-1999)” e “Adolf Loos e Le Corbusier: Raumplan versun Plan Libre”. A co-curadoria é de Giancarlo Latorraca, diretor Técnico do MCB e organizador do livro “João Filgueiras Lima – Lelé”, publicado em Lisboa (Editorial Blau/Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, 2000).
“Apresentar a obra de Lelé é fundamental para o Museu da Casa Brasileira como instituição que se dedica às questões da arquitetura e do design, inerentes à construção do nosso habitat”, afirma Giancarlo Latorraca. “Seu apuro técnico e grande inventividade, ao propor soluções que evidenciam a possibilidade de melhoria da qualidade de vida através da arquitetura produzida em larga escala, pode atender às demandas de construção de infraestrutura coletiva nas dimensões do nosso país.”
A exposição inicia com um painel cronológico de suas centenas de obras, elucidando o processo de racionalização do canteiro presente na trajetória do arquiteto, em sua serie de fábricas implantadas ao logo dos anos. Em destaque na mostra os sistemas e tecnologias desenvolvidos para a construção de passarelas que marcam a paisagem da cidade de Salvador; hospitais e centros de reabilitação do aparelho locomotor; e a sede em vários cidades do Tribunal de Contas da União, construídas entre 1992 e 2009, na penúltima fábrica do arquiteto, a do Centro de Tecnologia da Rede Sarah (CTRS) – o nome Sarah é uma homenagem à esposa do presidente Juscelino Kubitschek.
Idealizada e criada inicialmente pelas conversas entre Lelé e o médico ortopedista Aloysio Campos da Paz, com a colaboração efetiva do economista Eduardo Kertész e do antropólogo Roberto Pinho, as unidades da Rede Sarah representam uma experiência pioneira em busca de um modelo hospitalar de atendimento público exemplar para tratamento do aparelho locomotor. Trata-se de uma solução de excelência, que atendeu inicialmente a região de Brasília e, depois, outras cidades do país.
No modelo inicial experimentado com muito sucesso em Brasília, em 1981, Lelé propôs enfermarias coletivas, maior mobilidade dos pacientes e solários para banhos de sol, como auxílio no tratamento. Para isso, foi criada uma cama-maca móvel, desenvolvida por um centro de design de mobiliário e produção de equipamentos hospitalares integrados à arquitetura proposta, o EquipHos.
A continuidade desta experiência se deu com a criação do CTRS em Salvador para a construção de outros hospitais, iniciando com a unidade local. Através de pesquisas para o uso de argamassa armada, metalurgia, marcenaria com aglomerados e compensados, e injeção de plástico, houve consequente refinamento tecnológico. Foram evoluindo os sistemas de ventilação e iluminação natural com os diferentes sheds desenvolvidos para as coberturas, dutos de captação de ar com refrigeração através de pulverização de água, e estabelecimento de sistemas misto de ventilação adaptados aos locais de implantação das unidades.
O resultado é uma notável melhoria de qualidade no tratamento e cura dos pacientes, com significativa redução dos índices de contaminação hospitalar. Foram eliminados os sistemas fechados de ventilação através de condicionamento de ar tradicional, sem trocas diretas com o ambiente externo. O conforto ambiental proposto por Lelé, além dos jardins integrados, inclui intervenções de painéis, também produzidos em série, do artista Athos Bulcão, colaborador do arquiteto ao longo de sua carreira. Lelé une, como poucos, a tecnologia e o aspecto sensorial contribuindo para a humanização dos ambientes.
“O CTRS foi a experiência mais longa de um processo de fabricação unindo projeto e produção desenvolvido por Lelé. O centro esteve ativo de 1992 a 2009 e contou com a base dos conhecimentos tecnológicos adquiridos nas décadas anteriores”, constata o curador Max Risselada. “O arquiteto havia feito experiências anteriores com fábricas, embora por períodos mais curtos, nas quais depurou seu domínio sobre a argamassa armada”.
Na mostra São apresentados hospitais, centros de reabilitação e postos de atendimento avançados construídos em Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro, Brasília, Macapá e Belém. Uma animação em vídeo mostra o projeto e a construção do hospital do Rio de Janeiro, inaugurado em maio de 2009, décima e última unidade da Rede Sarah. Trata-se de um complexo de 52.000 m² dedicado à reabilitação, para adultos e crianças com paralisia cerebral, e patologias ligadas à medicina do aparelho locomotor.
Também estão em exibição as sedes em Salvador, Aracajú, Cuiabá, Teresina, Vitória e Belo Horizonte do Tribunal de Contas da União e a do Tribunal Regional Eleitoral, da Bahia, projetos resultantes da tecnologia e dos sistemas desenvolvidos, entre 1992 e 2009, no CTRS.
As passarelas, construídas no período de funcionamento da Fábrica de Equipamentos Comunitários (FAEC, 1985-1989), em Salvador, foram aprimoradas tecnicamente já na fábrica do CTRS. São equipamentos de infraestrutura urbana fundamentais para a cidade, estabelecendo a conexão entre as encostas por sobre as tradicionais avenidas de fundo de vale, muitas vezes conectadas a paradas e terminais de ônibus ou também junto ao acesso de edifícios de intenso uso público. A flexibilidade do sistema projetado, com utilização de cobertura e elementos de argamassa armada associados a uma treliça metálica, são hoje marca registrada da cidade de Salvador.
Atualmente, Lelé preside o recém-lançado Instituto Brasileiro de Tecnologia do Habitat (IBTH), com sede em Salvador, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. O primeiro projeto já está na prancheta: o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região da Bahia. São 100 mil m² de construção. A ideia é criar um centro de pesquisas como o CTRS para fazer pesquisas, principalmente com pré-fabricados de argamassa armada.


6.6.10

O POVO DA GENERAL JARDIM

Eles são do berço da arquitetura de SP e querem mudar a cara do centro

Conhecidos como 'o povo da General Jardim', escritórios e instituições fazem da região sua base e têm projetos para revitalizar a área.

Na Rua General Jardim, no centro, nascem ideias que mudam a cara de São Paulo. Isso porque lá estão cerca de 20 dos principais escritórios de arquitetura da metrópole, além da faculdade Escola da Cidade, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e do Instituto Pólis. Ficam na via os responsáveis pela repaginada planejada para a Biblioteca Mário de Andrade, pela garagem do Parque Trianon e pela Galeria Vermelho. No mundo dos arquitetos, essa turma é conhecida como "o povo da General Jardim".
O grupo transformou a área em sua base e, agora, quer revitalizar a degradada região. A Escola da Cidade encabeça essas propostas. Fundada em 2001, a faculdade conta com professores que são referência no mercado, como o designer e arquiteto Rafic Farah e José Armênio de Brito Cruz, do escritório Piratininga (eles também trabalham na General Jardim). E sua sede foi construída lá justamente para incentivar a retomada do centro.
"É nessa área que está a história paulistana e é importante que os alunos a entendam, saibam circular nela e pensem em melhorias", afirma o arquiteto Ciro Pirondi, diretor da Escola. "Ainda optamos por esse ponto porque o governo voltou a investir aqui, por já ser um berço de profissionais do meio e para impulsionar a retomada do centro."
Repaginação. Pirondi não fica só nas palavras: a faculdade já tem projetos encaminhados. "Queremos acabar com a degradação daqui e criar um centro de convívio", afirma. O plano mais ousado, idealizado por sete arquitetos que são professores e têm escritórios na área, pretende mudar o visual da General Jardim: seria proibido estacionar no acostamento; as calçadas seriam alargadas e teriam bancos; e seriam plantadas árvores. A Escola quer submeter tal proposta à Prefeitura até, no máximo, o segundo semestre deste ano.
Outra ideia é construir um prédio para seis escritórios de arquitetura e uma livraria especializada. "Já compramos o edifício e vamos nos instalar em meados de 2011", conta Pirondi. Há ainda um projeto de levar quatro institutos ligados a urbanismo para a rua, que já conta com o Pólis. Iriam, por exemplo, o Movimento Nossa São Paulo e o Ethos. "Será a Passagem da Cidadania."
História. Não é de agora que a região é berço da arquitetura. Está lá o primeiro curso paulistano da área, ministrado desde 1917 na Universidade Presbiteriana Mackenzie ? no começo, junto com Engenharia. "Nós demos essa vocação para a área", conta o professor Valter Caldana, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. "Muitos dos profissionais que estão por aqui se formaram no Mackenzie, são ou foram docentes ou trabalham com ex-alunos."
Caso do renomado arquiteto Paulo Mendes da Rocha, de 81 anos, que se formou na universidade em 1954. Seu escritório é no prédio da IAB e, de sua prancheta, saíram a reforma da Pinacoteca do Estado e o Museu Brasileiro de Escultura.
Até os anos 1980, lá ficavam os principais escritórios de São Paulo. "Porém, o centro entrou em processo de degradação e os jovens passaram a fugir daqui", conta Caldana. Em meados da década de 1990, então, se viam poucas pranchetas na General Jardim. Segundo comerciantes locais, ali só havia "prostitutas e moradores de rua".
Retomada. Há 17 anos a "turma" redescobriu o potencial da área. O pioneiro foi o escritório Piratininga, responsável pela reforma da Biblioteca Mário de Andrade. "Fizemos o projeto de revitalização do prédio onde estamos e o dono nos convidou para vir para cá", diz José Armênio de Brito Cruz, sócio da empresa na qual trabalham 25 arquitetos.
"Sabíamos que era uma boa sair do Itaim e montar a sede no centro, que estava sendo revitalizado e que condizia com o tipo de projeto que fazemos." Cruz espalhou entre os colegas a ideia de reocupar a General Jardim. "Voltamos aos poucos, houve um boom há uns cinco anos e hoje há seis escritórios só no prédio onde ficamos."
É consenso entre os arquitetos: o "povo da General" cresceu e promete tomar ainda mais a rua. O que atrai esse pessoal? Há outros fatores além da retomada do centro. "É uma região barata e com uma infraestrutura adequada", diz o arquiteto Marcio Mazza, vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura. "E o pessoal também é atraído pelo "clubinho" formado ali. O "povo da General" tem ideias parecidas, com foco na junção entre público e privado, compartilha experiências."
"Arquitetos com trabalhos muito comerciais não poderiam vir para cá", opina Pirondi, diretor da Escola da Cidade. "Eles precisam de um ambiente como o Jardins, atraente para a clientela de empresários e executivos."Os escritórios jovens ainda se empolgaram em ficar na General pela possibilidade de se associar com os arquitetos mais experientes que se tornaram seus vizinhos. "Ajudou a nos aproximar do Paulo Mendes da Rocha, com quem temos várias parcerias", conta Martin Corullon, do Metro? um dos que gravitam em torno do arquiteto conhecido entre os seus como "Paulinho".

Edison Veiga , Filipe Vilicic
Jornal O Estado de S.Paulo

4.6.10

MAGNUM PHOTOS


"Se a fotografia não é suficientemente boa é porque não está suficientemente perto"
Robert Capa

Em 1947 Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Chim Seymour e George Rodger criaram a Agência Fotográfica MAGNUM. Organizada como uma cooperativa de fotógrafos independentes permitiu aos seus membros liberdade para propor projetos individuais, o direito à posse de negativos, a edição e à assinatura dos ensaios. A MAGNUM* tornou-se a mais famosa agência de fotojornalismo do mundo. Publicou mais de 100 livros de fotografia, realizou 120 exposições e mantém atualmente um arquivo com mais de um milhão de imagens. Além dos fundadores outros nomes importantes passaram pela MAGNUM - Ernest Haas, Gisele Freund, Eve Arnold, Erich Hartmann, Inge Morath, Marc Ribould, Rene Burri, Bruce Davidson, Cornell Capa, Don McCullin, Philip Jones Griffiths e o brasileiro Sebastião Salgado. Para João Kulcsár, curador da mostra MAGNUM 60 anos (fev.2008) "a fotografia não era apenas um meio para ganhar dinheiro para esse grupo. Eles aspiravam expressar, através da imagem, os seus próprios sentimentos e idéias de sua época. Rejeitavam a montagem e valorizavam o flagrante e o efeito de realidade suscitado pelas tomadas não posadas, como marca de distinção de seu estilo fotográfico."

*http://www.magnumphotos.com

16.5.10

MÓDULO - EXERCÍCIO DE PLÁSTICA l

MÓDULO - EXERCÍCIO DE PLÁSTICA l

CARTAZES RUSSOS NO TOMIE OHTAKE

Cartazes com a marca do construtivismo russo compõem a exposição organizada pelo Instituto Tomie Ohtake. São trabalhos do grupo Ostenbruppe, que viveu a passagem do país do comunismo para os contrastes sociais e culturais dos novos tempos. Foi fundado em 2002 pelos designers Igor Gurovich (Riga, 1967), Anna Naumova (Moscou, 1973) e Eric Beloussov (Dushanbe, 1964), e mais recentemente Natasha Agapova (Zhukovskyi, 1985). Os três primeiros são membros da Academia Russa de Design Gráfico.
São 80 cartazes que trazem ainda influências do design japonês e suíço, do pop americano e do cartaz polonês. O grupo, segundo a curadora Ruth Klotzel, "muitas vezes, é obrigado a trabalhar em condições precárias e com recursos reduzidos, mas o resultado é sempre impactante e eclético"
Cartazes Russos
20 de maio - 20 de junho de 2010, de terça a domingo, das 11h às 20h - entrada franca.
Instituto Tomie Ohtake. Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés)
Pinheiros SP - Fone: 11.2245-1900

22.3.10

CASA MODERNISTA 80 ANOS

A Casa modernista da Rua Itápolis - Pacaembú -  projetada pelo arquiteto GREGORI WARCHAVCHIK será aberta ao público para visitação, resgatando exposição que aconteceu nos mesmos moldes em 1930, quando, pela primeira vez no país, houve a reunião de diferentes artes visuais num mesmo evento.
Escritório Piratininga Arquitetos Associados propõe uma discussão sobre o potencial de transformação da arquitetura hoje, com uma série de entrevistas.
A exposição CASA MODERNISTA 80 ANOS, em comemoração à mostra realizada em 1930, será aberta no dia 26 de março, com vernissage para convidados no dia 25 de março, na casa.
Além da casa e do jardim restaurados, estarão em exposição cerca de 25 móveis e objetos desenhados por Warchavchik, alguns presentes na mostra de 1930. Também há fotografias de suas obras construídas, plantas arquitetônicas e desenhos.
Restaurada por iniciativa da família Warchavchik, a casa modernista reúne mobiliário, filme e dezenas de fotografias das décadas de 30 e 40. A curadoria geral é de Carlos Eduardo Warchavchik, os textos sobre arquitetura são de José Correia Tavares de Lira e, a curadoria fotográfica, de Ricardo Mendes.
Com projeto do arquiteto Gregori Warchavchik, a casa da Rua Itápolis abrigou, em sua inauguração em 26 de março de 1930, a “Exposição de uma Casa Modernista”. Pela primeira vez no país, houve a reunião de diferentes artes visuais, como pintura e escultura, dentro de uma casa em estilo arquitetônico modernista e com uma decoração também modernista, e num jardim tropical de autoria da esposa do arquiteto, Mina Klabin Warchavchik. A casa é tombada como patrimônio histórico pelos órgãos das instâncias municipal, estadual e federal.
Em artigo sobre arquitetura moderna, publicado no jornal carioca Correio da Manhã, de 1º de novembro de 1925, Gregori Warchavchik escreveu: “Construir uma casa a mais cômoda e barata possível, eis o que deve preocupar o arquiteto construtor da nossa época de pequeno capitalismo, onde a questão de economia predomina todas as mais. A beleza da fachada tem que resultar da racionalidade do plano da disposição interior, como a forma da máquina é determinada pelo mecanismo que é a sua alma”.
Além da casa e do jardim restaurados, estarão em exposição cerca de 25 móveis e objetos desenhados por Warchavchik, alguns presentes na mostra de 1930. Também há fotografias de suas obras construídas, plantas arquitetônicas e desenhos.
Em formato digital, haverá um pequeno filme feito na casa durante a exposição de 1930 de cerca de 5 minutos, em ‘looping’, intercalado com fragmentos do Neues Leben ou Das Neue Wohnen (novos amores ou a nova moradia), de Hans Richter (1930), contendo cenas de casas de Gregori Warchavchik. O automóvel usado por ele, da marca Ford, ano 1934, também faz parte da mostra.
O Museu da Casa Brasileira, que está organizando visitas guiadas à exposição, está organizando uma exposição paralela. Serão duas maquetes, a da casa da rua Santa Cruz e, outra, do interior da casa da rua Itápolis, recriando a ambientação da exposição de 1930, ambas cedidas pela Pinacoteca do Estado. Em fotos, pode-se ver a casa modernista com sua arquitetura e paisagismo originais; a festa de inauguração com a presença de Mina Klabin, Oswald de Andrade, Mario de Andrade, Guilherme de Almeida; a decoração da casa com peças como pinturas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Lasar Segall, escultura de Victor Brecheret, móveis e luminárias desenhadas por Warchavchik e tapetes do período Bauhaus. Também haverá um catálogo da exposição de 1930 e fotos de outras casas projetadas pelo arquiteto Warchavchik, como as da Rua Bahia e Rua Santa Cruz, ambas em São Paulo, e da Rua Toneleros, no Rio de Janeiro (RJ).