21.5.23

SÉRGIO BERNARDES - O ARQUITETO VOADOR


Considerado um dos maiores arquitetos brasileiros, Sérgio Wladimir Bernardes (1919-2002) era também um apaixonado por automóveis. Aos 17 anos, Bernardes já participava de corridas pelas avenidas do Rio. A paixão pelo automobilismo fez com que ele adquirisse na Itália, com o dinheiro que recebeu na premiação da Trienal de Veneza - 1954, uma Ferrari 225S 1952 0180ET, com motor V12 de 3.0 litros que gerava 210cv. 



Também em 1954, foi segundo colocado na classificação geral e primeiro em sua categoria no III Circuito do Maracanã, prova que fazia parte do calendário oficial automotivo do Rio de Janeiro. No mesmo ano Bernardes disputou também com a Ferrari 225S algumas provas na Europa, como o IV Grande Prêmio de Portugal, em comemoração ao jubileu do Automóvel Clube português. Bernardes prolongou a sua estada na Europa, participando de mais algumas corridas. O amor por carros e a experiência de um acidente fizeram-no refletir sobre a estrutura das carrocerias desses bólidos que ofereciam pouca segurança. Nesta época para ser piloto e vencer os circuitos de rua, era preciso muita coragem e uma generosa dose da loucura.

Refletindo sobre como evitar mortes nas competições, Sergio desenvolveu o projeto um carro de borracha que a carroceria se retrai quando submetida a um choque. Batizado de “carro mole”, era um pouco estranho para os anos 1960: A sua forma é assombrosamente parecida com o modelo “Picasso” que a Citroën lançaria cerca de quarenta anos depois.