Também em 1954, foi segundo colocado na classificação geral e primeiro em sua categoria no III Circuito do Maracanã, prova que fazia parte do calendário oficial automotivo do Rio de Janeiro. No mesmo ano Bernardes disputou também com a Ferrari 225S algumas provas na Europa, como o IV Grande Prêmio de Portugal, em comemoração ao jubileu do Automóvel Clube português. Bernardes prolongou a sua estada na Europa, participando de mais algumas corridas. O amor por carros e a experiência de um acidente fizeram-no refletir sobre a estrutura das carrocerias desses bólidos que ofereciam pouca segurança. Nesta época para ser piloto e vencer os circuitos de rua, era preciso muita coragem e uma generosa dose da loucura.
Refletindo sobre como evitar mortes nas competições, Sergio desenvolveu o projeto um carro de borracha que a carroceria se retrai quando submetida a um choque. Batizado de “carro mole”, era um pouco estranho para os anos 1960: A sua forma é assombrosamente parecida com o modelo “Picasso” que a Citroën lançaria cerca de quarenta anos depois.
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