Em 1958 a ilha vivia um momento turbulento. Tudo estava mudando muito rapidamente do regime de Batista para o de Castro. Como resultado, muitos correram para retirar seus Porsche da ilha que corriam o risco de serem expropriados. Os poucos 356 que ficaram em Cuba acabaram nas mãos do Estado e foram usados como táxis nos anos seguintes. Alguns foram escondidos em garagens, armazéns, celeiros... Atualmente é muito difícil encontrar esses Porsche, mas eles existem. Estima-se que uns dez exemplares.
Em 2001 Ernesto Rodríguez Gusmán, também conhecido como Ernesttico, apaixonado por Porsche, começou a cadastrar os modelos 356 que restaram na Ilha e convenceu os proprietários a se unirem. Em 2003, fundaram o Porsche Club de Cuba com apoio e reconhecimento da matriz alemã e da Porsche Itália.
O Clube reúne alguns exemplares: Um 356, carroceria Reutter, cinza, interior com bancos Recaro, em bom estado de conservação. Outros dois 356, um deles, na cor bege, de 1957 e está impecável para os padrões automotivos da ilha, tendo sido restaurado. O outro, de 1953, azul, com o característico para-brisas vincado ao centro, em avançado estado de decomposição, pois foi encontrado abandonado há décadas debaixo de uma árvore, mas agora está circulando de novo. O seu motor não é o original, sendo proveniente de um Fusca, e um Porsche 356C, na cor vinho, parado há anos num quintal, não tem o motor boxer de quatro cilindros, sumiu a tampa traseira e as portas estão desmontadas. As lanternas traseiras foram substituídas por outras vindas de um Lada.
Fonte: Site oficial da Porsche
http://autoetecnica.band.uol.com.br/os-raros-porsche-escondidos-em-cuba/














