19.4.21

OS PORSCHE SOBREVIVENTES EM CUBA


Estima-se que cerca de trinta Porsche desembarcaram em Cuba antes do triunfo da revolução. A maior parte deles do modelo 356, fabricados na Áustria e na Alemanha entre 1948 e 1965. Também chegaram uma série de unidades muito especiais, algumas das quais foram usadas nos Grandes Prêmios de Cuba. Em 1962 dois 356 Speedster pilotados por Papi Martínez e Eduardo Delgado, ficaram em primeiro e segundo lugares. Vários foram os pilotos famosos que participaram de provas em Cuba, como Huschke von Hanstein, diretor esportivo da Porsche, que participou no GP Libertad de 1960, com um 718 RSK. Carroll Shelby também esteve pela Ilha, ao volante de um 550. 

Em 1958 a ilha vivia um momento turbulento. Tudo estava mudando muito rapidamente do regime de Batista para o de Castro. Como resultado, muitos correram para retirar seus Porsche da ilha que corriam o risco de serem expropriados. Os poucos 356 que ficaram em Cuba acabaram nas mãos do Estado e foram usados como táxis nos anos seguintes. Alguns foram escondidos em garagens, armazéns, celeiros... Atualmente é muito difícil encontrar esses Porsche, mas eles existem. Estima-se que uns dez exemplares. 


Em 2001 Ernesto Rodríguez Gusmán, também conhecido como Ernesttico, apaixonado por Porsche, começou a cadastrar os modelos 356 que restaram na Ilha e convenceu os proprietários a se unirem. Em 2003, fundaram o Porsche Club de Cuba com apoio e reconhecimento da matriz alemã e da Porsche Itália. 

O Clube reúne alguns exemplares: Um 356, carroceria Reutter, cinza, interior com bancos Recaro, em bom estado de conservação. Outros dois 356, um deles, na cor bege, de 1957 e está impecável para os padrões automotivos da ilha, tendo sido restaurado. O outro, de 1953, azul, com o característico para-brisas vincado ao centro, em avançado estado de decomposição, pois foi encontrado abandonado há décadas debaixo de uma árvore, mas agora está circulando de novo. O seu motor não é o original, sendo proveniente de um Fusca, e um Porsche 356C, na cor vinho, parado há anos num quintal, não tem o motor boxer de quatro cilindros, sumiu a tampa traseira e as portas estão desmontadas. As lanternas traseiras foram substituídas por outras vindas de um Lada.









Fonte: Site oficial da Porsche

http://autoetecnica.band.uol.com.br/os-raros-porsche-escondidos-em-cuba/


Um comentário:

Fred disse...

Muito bacana a matéria. Parabéns!