10.3.09

HENRI CARTIER-BRESSON

"uma fotografia é uma questão de moral. Nunca se deve retocar em laboratório o enquadramento de uma foto. Esta deve ser o reflexo fiel do momento do disparo. Para um verdadeiro fotógrafo, esse é o momento da verdade. E a verdade apenas surge quando estão no mesmo ponto de mira a vista, o coração e a mente".
Henri Cartier-Bresson nasceu na França em 22 de Agosto de 1908. Adotou como instrumento de trabalho a câmera fotográfica Leica de 35 mm. Pequena e discreta, permitia que Bresson fotografasse de forma rápida evitando assim a pose e captando o que ele mesmo designava como "o drama, o espírito ou a alegria do momento imediato, ou decisivo". Cartier-Bresson fazia com que essa fração de segundo alcançasse a eternidade. Era, acima de tudo, um ser humano raro, que não se norteava, pelo egoísmo do sucesso solitário, se o queriam ofender, bastava agraciá-lo com o rótulo de "melhor fotógrafo do Mundo...".
Fotografou muitos acontecimentos e personalidades marcantes do século XX: a libertação de Paris em 1945, a União Soviética da Guerra Fria, o funeral de Gandhi, os eunucos chineses após a Revolução Cultural alem de personalidades como Marilyn Monroe, o pintor Matisse e Coco Chanel.
Pioneiro do fotojornalismo, em 1947 fundou com Robert Capa a cooperativa Magnum Photos. A partir de final da década de 1960, dedicou-se ao desenho e à pintura em detrimento da fotografia. Morreu aos 95 anos em 2004.