O Porsche 911 Carrera RS 2.7 foi projetado norteado pela obsessão com a leveza e a eficiência aerodinâmica. Na carroceria, tudo girava em torno da redução de peso para fazer a versão de pista baixar dos 900 kg: os engenheiros utilizaram chapas de metal mais finas, janelas delgadas, peças de plástico e removeram quase todo o isolamento acústico onde o aço e o acabamento eram pesados demais. O modelo estreou o icônico aerofólio traseiro "rabo de pato" (ducktail), sendo o primeiro carro de produção em série a adotar um spoiler traseiro para minimizar a elevação dos eixos em altas velocidades e garantir reações mais neutras.
Sob o capô, o novo motor boxer de 6 cilindros e 2.7 litros com injeção de combustível, desenvolvido pelos lendários Hans Mezger e Valentin Schäffer, gerava 210 cv a 6.300 rpm e 255 Nm de torque a 5.100 rpm.
Para atender tanto aos pilotos puristas quanto aos clientes que buscavam um modelo utilizável no cotidiano, a Porsche dividiu a linha em três versões principais. A Sport (M471), também conhecida como "Light weight", era a versão leve e desprovida de luxos, pesando apenas 960 kg. Ela era capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 5.8 segundos e atingir 245 km/h de velocidade máxima, tornando-se o primeiro carro de rua a quebrar a barreira dos 6 segundos nos testes da renomada revista alemã “Auto Motor Sport”.
A versão Touring (M472) era voltada para o uso urbano e mantinha grande parte do conforto, acabamento e isolamento acústico dos 911 convencionais, pesando 1.075 kg e registrando a marca de 6.3 segundos de 0 a 100 km/h com velocidade máxima de 240 km/h. Por fim, a raríssima versão Racing (M473) consistia em unidades de competição puras, construídas especificamente sob medida para as equipes de fábrica e clientes de corrida.
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